8 de outubro de 2018

Quando os monstros saem para brincar

Found on Unsplash @timberfoster 

Eu não gosto de escuro, lugares altos de mais e nem de pessoas falando alto perto de mim. Morro de medo de ficar numa parada de ônibus muito perto do meio fio. Odeio mexer com fogo ou com água que passe acima do meu quadril.

Tenho medo quando converso por mensagem com algum garoto e ele demora mais que o usual para responder. E começo a tremer se minha mãe se atrasa a voltar para casa.

Eu tenho infinitos medos e todos os dias eu luto contra eles. Todo mundo tem um monstro em que está numa batalha silenciosa. O meu monstro se chama insegurança.

Antes de dizer algo, eu tenho a mania de repetir diversas vezes na minha cabeça até que o que eu quero dizer esteja numa frase perfeita que não abra margem a outras interpretações, e mesmo assim, eu ainda não digo muita coisa por receio de tudo sair errado ao dizer. A minha insegurança é o resultado de diversos acontecimentos que me impedem de confiar verdadeiramente em alguém.

Minha insegurança sempre sussurra no meu ouvido que aquele garoto que dizia estar a fim de mim, não estava tão afim assim. Ela me sussurra que eu nunca serei boa o suficiente, ou que eu não faço nada certo nunca.  Minha insegurança sempre me diz ‘você vai sair com essa roupa?’ após eu trocar de roupa pela terceira vez, e mesmo eu tendo perdido tempo, eu tenho que experimentar outra roupa.

Minha insegurança me diz que minhas opiniões não são importantes para serem ditas em voz alta. Minha insegurança deita toda noite comigo na cama e me conta em detalhes tudo o que eu já fiz de errado na vida.

Eu sei que isso não acontece só comigo, todo mundo tem medo de algo, e ás vezes, o medo é só uma coisa irracional que te impede de ser quem você está destinado a ser. Todo dia eu tenho que me convencer que meus medos não são reais e que eu devo ignorar a insegurança.

O processo de cura é um longo processo, e nem sempre é um dos mais fáceis. Só que aprender a ser confiante e a não deixar os monstros saírem de debaixo da cama é mais importante do que o tempo perdido repetindo frases e ensaiando gestos para não errar.

8 comentários:

  1. Amazing blog, Dear!
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  2. texto lindo,acho que todo mundo já passou por algum processo de cura desse, acho que temos que dar tempo ao tempo e nos pressionar menos, ser mais gentil conosco mesmo

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  3. Acho a insegurança fez parte da minha adolescência, depois que ganhei responsabilidades tudo passou na marra rs, acho que tudo é fase, e tudo passa quando a cabeça está "ocupada".

    www.cuidadosevaidades.com.br

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  4. Tay,
    Me identifico com algumas partes do seu texto. Tb sofro de insegurança, mas com o tempo a gente vai matando esses monstros e enfrentamos nossos medos.
    Big Beijos,
    Lulu on the sky

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  5. Também sou insegura até hoje, mas como disse, temos de enfrentar esse monstro. Vencendo isso, a vida fica até mais fácil.

    Beijo!
    Cores do Vício

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  6. O meu medo se chama ansiedade. Nunca fui insegura, mas, a ansiedade também me priva de várias coisas. Fico feliz que vc esteja sabendo lidar com esse sentimento e que já tenha percebido que ele é prejudicial.
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

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  7. Que texto lindo! Também tenho muitas inseguras, mas hoje não deixo elas me limitarem. Acho que elas fazem parte da nossa vida para sempre, mas de formas diferentes. Precisamos aprender ser flexíveis para saber como lidar com elas!

    www.kailagarcia.com

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  8. Hey Tay! Como vai?
    Passar por essa fase de insegurança é meio que de lei pra maioria das pessoas, ainda mais nós mulheres que sentimos sempre em dobro.
    Obrigada pelo carinho lá no meu blog.
    Volte sempre!

    ~ miiistoquente

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