Sinto saudade de todos nossos beijos, as mãos entrelaçadas, as conversas e todos os silêncios significativos. Sinto saudade da sua voz rouca, e de todos os abraços apertados.
Me lembro que eu tinha medo do fim e você disse que todo fim era o começo de algo, mas eu não queria começar nada que não houvesse você no meio.
Eu te perguntei se era amor, você disse que era algo mais legal, mas nunca me respondeu que legal era.
E hoje sou perseguida por todas as dúvidas, sobre o que teria acontecido se tivéssemos insistido um pouco mais, se tivéssemos falado mais ou quem sabe menos. E se, e se, e se? 
Devíamos ter esquecido do futuro e viver o pra sempre. Agora é tarde. Está tarde. É realmente tarde? E quem sabe se atrasarmos o relógio e fingir que nada mudou?
É impossível. O relógio não gira ao contrário. E agora o que nos resta são memórias que só nós dois sabemos e um E Se enorme com um ponto de interrogação ameaçador.
Era amor, só queria que soubesse.

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